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Um lugar agradável, principalmente se você estiver acompanhado de pessoas que lhe fazem bem, o ambiente do barzinho e super aconchegante e tem variados tipos de destilados que podem ser acompanhados de algumas poções bem diferentes, como: bolinho de abobrinha com carne seca, quiche de azeitona com parmesão, miga de peito de frango com raspas de torresmo e outras… É também um ótimo lugar para se descontrair e bater um papo e papo é o que não faltava naquela noite, pena que o assunto era tão triste. P chorava como uma criança, as pessoas ao redor notavam o desespero que aquele rapaz trazia em seus olhos e percebiam suas lágrimas e gestos equivocados à mesa. Ele buscava em nossa conversa algum tipo de conforto, consolo este que eu não tinha para oferecer e imagino que jamais alguém terá. A dor do amor que acabamos de perder é algo que nos deixa muito inconformados, acho que chega a se assemelhar a dor da perda de uma pessoa próxima, um ente querido. Entre todos os assuntos possíveis para fazer com que ele se aliviasse um pouco, um tornou a nossa amizade ainda mais forte. Eu revelava a ele que meu namoro também não ia muito bem, que ela estava fria a algumas semanas e que não se importava em nem ao menos me ligar, que eu estava começando a passar o mesmo que ele e que entendia a dor que ele sentia. Acredito que ele se reconfortou em saber que eu estava passando por algo parecido, trocamos alguns pensamentos a respeito e discutimos as semelhanças no comportamento das duas. A partir daí a nossa noite ganhou um pouco mais de alegria, pois começamos a nos distrair com o tropeço amoroso um do outro. Não que a dor tenha passado, ou que a minha ansiedade tenha diminuído, mas ali percebemos que estaríamos juntos, um torcendo pelo outro.

Bar e Grill A Praia de Assados – Av. Prof. Abrãao de Moraes, 269 – SP
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Ela vem como uma cólera, e acaba por afetar todos os nossos órgãos, um por um, sem pressa, mas com muita veracidade e ela chega até a doer, em verdade o que ela faz mesmo é corroer nossos pensamentos e causar um desanimo desigual, força a nos comparar com os males de todas as vidas e chegamos a acreditar que tudo é culpa nossa e que diante da decisão dela, você é realmente o único responsável por estar passando por isso. Esse sentimento avassalador toma conta de seu corpo, mente e o afeta no trabalho, com os amigos e em sua forma de pensar. O estomago sofre, doe e queima, ele é a linha de frente de tudo o que passa em seu corpo, um simples reflexo de lembrança, do rosto dela em seu peito, do velar seu sono em nossa cama, provoca uma reação que posso tentar descrever como um frio na espinha e o jorrar de água escaldante dentro da barriga. A dor de uma paixão perdida é algo que machuca, marca e deixa uma ferida que jamais conseguimos curar. Há quem acredita que a dor de amor, somente um outro amor pode curar, eu não acredito nisso! Nenhum amor é igual ao amor que você sente hoje e não será igual ao amor que você já teve. “P” chorava muito ao telefone, ainda era quarta-feira e apenas 10:00 da manhã, um dia normal de trabalho para mim, tudo andava muito bem até aquele momento. Ele me descrevia tentando em suas próprias palavras encontrar um motivo para tudo aquilo. “Ela nem ao menos me deu um motivo, se eu soubesse o motivo tentaria mudar, farias as coisas de uma forma diferente, seria mais paciente, atencioso, deixaria o ciúmes de lado e não haveria mais motivo para as brigas”. Eu o escutava atentamente, o deixava falar, desabafar e tentava com um gesto e outro apóia-lo, mas na verdade eu me questionava o por que de ele estar sofrendo daquele jeito, ele sempre foi muito desencanado, um cara que gostava de fazer as coisas a sua maneira e que se preocupava primeiramente com a opinião própria, julgava os demais com facilidade e sempre tinha respostas para tudo. Hoje era um homem sem poder algum, abatido e com pensamentos em forma de devaneios, frustrado e de coração partido. “Eu não agüento mais cara! Ta doendo tudo, passo o dia indo ao banheiro e a minha cabeça esta uma droga, fico pensando besteiras, imaginando ela com outro, e me perguntando se um dia eu terei alguém igual a ela… que droga! Quero que tudo isso passe, mas a quero comigo, eu amo cara, amo aquela garota.” Diante daquele diálogo eu me perguntava como ajuda-lo e só via uma maneira de poder fazer algo por ele.
- Vamos sair! Te pego às 20:00hs.
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Álcool, combustível extremamente perigoso em mentes como as dos jovens que cresceram fazendo de sua capacidade de familiarização e facilidade de interagir com as pessoas um cartão de visitas. Sim, é uma afirmação! Nosso “cartão de visitas” acabou que interagindo de forma errônea em nossas vidas e passamos a ser quatro em pouco tempo. Não aproveitamos a faculdade da forma que gostaríamos de aproveitar, nem fomos a todas as baladas, tão pouco podemos dividir um quarto de apartamento juntos, como prevíamos fazer. O maledito álcool nos encorajou a cometer um, não o último nem o primeiro erro de nossas vidas. O Namoro!- Ah sim o namoro! Nos primeiros meses foi uma maravilha, chegando ao primeiro ano com apenas algumas briguinhas. Era o primeiro ano na faculdade ainda e o oitavo mês quando embarcamos de vez em um relacionamento semelhante. Ele, “P” com Jaqueline e eu “W” como vou me chamar, estava perdidamente apaixonado por Renata. Elas, nada de especial tinham, nossas motivações eram baseadas em curtir a vida os quatro juntos e aproveitar o tempo para quebrar o recorde de transas possíveis. Disputávamos acirradamente e no início foi realmente bom! Engraçado ser jovem, no melhor momento de nossas vidas escolhemos aproveitar o máximo e nos juntamos a mais duas pessoas que procuravam o mesmo, foram meses sem pensar em responsabilidades, fazer planos futuros, sem nem mesmo imaginar se um dia poderíamos sair dali apaixonados uns pelos outros… E foi assim que tudo na verdade começou aquele maledito álcool, motivador, aqueceu nossas vidas e apurou nossos instintos em direção as duas e em suas garras nós nos perdemos. P sofreu primeiro, foi dela a decisão de não se verem mais, e foi dela a iniciativa de devolver a aliança despedaçando os sentimentos que floriam dentro de P. Eu confesso não havia visto um homem sofrer por amor ainda, sem jeito e muito a quem de quem poderia ajudar, tentei com palavras que não faziam sentido, baladas que não o completavam, frases e formas para lhe ocupar o tempo e tentar por segundos arrancar um sorriso e nublar a saudade.
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Vou tentar descrever, mas foi muito simples, rápido, quase que impossível de não acontecer. Estávamos no 3º ano da Faculdade, Publicidade e Propaganda, 3 amigos inseparáveis.
Eu o conheço desde pequeno. Nossos pais nos matricularam no jardim da infância em um colégio chamado Snt. Antônio de Pádua, um desses colégios particulares de um bairro de classe média, onde os pais tinham pouco tempo para cuidar dos filhos e estes por sua vez, passavam o dia todo na escola. Na época era conhecida como Bambo – lê, logo no meu primeiro dia de aula nos conhecemos “P” como vou chamá-lo me ofereceu biscoitos e daí nasceu uma amizade que perdura 26 anos… Crescemos estudando juntos, o colegial inteiro e depois a faculdade. Sou 5 dias mais velho que P, no entanto bem mais maduro que ele e sempre foi da minha parte dar um ar de responsabilidade em nossas vidas.
Lembro-me bem quando fomos escolher o curso para a faculdade, estávamos super contentes por ingressar e poder ser chamado de universitário! Era uma conquista, e representava pra nós algo mais do que uma palavra, era a liberdade, azaração, um momento para aproveitar o máximo de nossa juventude.
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É assim que eu começo esta parte, sentado no sofá de nosso apartamento, com o rádio ligado baixinho…Quem espera ler aqui algo reconfortante e agradável pode se perder pelo caminho, os dias de hoje, são dias em que as lágrimas são minhas únicas vontades.



