Arquivado em: Sonho
Um abraço teu no café da manhã, era tudo o que eu queria hoje. Poder acordar com a mesma preguiça de sempre e notar você ali do meu lado, com os olhos fechados e com os cabelos embaraçados no pescoço. Você se irrita tão facilmente quando eu mexo com você! Eu gosto! Ainda é muito cedo você diz, fica na cama menino, só mais um pouco, me convida você. Mas eu quero preparar o café, pena que aí não tem fogão, você é muito moderninha e só comprou um micro-ondas.
Que droga de cama vazia a minha!
Arquivado em: Devaneios
Acordei com frio essa madrugada, a chuva que batia na janela lá do lado de fora entoava uma canção graciosa e cheia de sono. No escuro do quarto gelado, às 02:42 da manhã eu me encontrava encostado na cabeceira da cama, cheio de dúvidas e com horror de sonhar, com medo do dia e com saudade do verão, saudade de escutar aquele CD que me faz lembrar você.
Quero tirar no dado da sorte um número para apostar, e nele depositar a minha fé, transformando em um pequeno jogo essa difícil arte de se relacionar, de se manter um relacionamento, por isso, quero que seja fácil como um jogo, que tenha regras e cartas, que seja decorável e viciante, fazendo de nós usuários que a cada dia, a cada jogo ou treino, aprendemos mais e desenvolvemos mais, creio que assim, essa arte, essa dificuldade de se amar, chorar, sentir, devorar, seria “muito mais menos complicada”
Arquivado em: Espelho
Uma nuvem não negra, nem cinza me esconde dos raios de sol nesta manhã. Me deixa assim confuso e cheio de dúvidas, dúvidas de poder e haver. Há muitas coisas que eu ainda não fiz e que podem ser realizadas e também muitas coisas que eu posso fazer más não há vontade alguma ou si quer curiosidade em faze-lás. Não ignorando o fato de eu estar passando por uma crise amorosa das bravas, acometida por mim mesmo que não sei o que desejo, nem o que quero em curto prazo. Existem horas em que eu me vejo pequenininho diante tantas vidas junto a minha, pessoas que acabei de conhecer e pessoas que eu conheço desde pequeno, pessoas que fazem a diferença sempre e pessoas que apenas estão ali passando por nós. Não tiro lição nenhuma do que vem ocorrendo, não quero guardar nada disso comigo, quero somente que essa nuvem se vá, deixando pra mim estes raios quentes e amarelos para enfeitar os meus próximos dias.
Arquivado em: Devaneios
Já parou para pensar quantas vezes você já passou por decisões amorosas, decisões que lhe cabiam dizer sim, dizer não, pedir, aceitar? Não importa se foi você quem trouxe o problema, se é você a causa do mesmo ou se foi um outro alguém que lhe propôs um tempo, se afastar, se desligar um do outro para perceber as outras vidas ao redor. Sempre, decidido ou decisivo, quem toma ou quem recebe esse pedido, sempre é tomado com muita dificuldade, com olhos marejados e com a incerteza de estar fazendo o certo ou o errado. Quando isso acontece na história, um personagem ganha o título de mau feitor e o outro da vítima indefesa, onde o mau feitor, maquiavélico, frio e insensato toma a decisão, propõe a separação e ataca o outro. Geralmente, nos prendemos mais nos sentimentos da vitima, por ser mais desesperador o comportamento deste, mas hoje, vou chamar a atenção sobre o bicho papão, esse que tomou a decisão, que provocou a situação.
Imagine-se dois dias antes de tomar tal decisão, imagine-se ao lado da pessoa que você considera certa para levar toda a sua vida, você sabe que ela é especial, que lhe daria a vida, que faria tudo por ti, você a conhece como a palma de sua mão, cada defeito, cada mania, cada gesto e olhar. Você sabe de suas dificuldades, se irrita com suas bravezas e ama cada defeitinho dela, aqueles que para ela é a morte, pra você é motivo de riso e simplesmente mais um detalhe que você ama nesta pessoa. E você pensa em tudo isso para tentar entender por que ela é a pessoa certa e neste momento a hora é errada. Então, tente entender, o que se passa na cabeça do homem mau, da mulher bruxinha, que um dia lhe fez escorrer dos olhos, lagrimas de uma canção com o nome Sorry.
Arquivado em: Espelho
Dor de cabeça, confusão, insegurança… este não sou eu, não sou assim.Chega o som de mais uma mensagem, não é só o som e sim um sentimento escrito, o que responder, como responder, pra quem enviar?
Ela esta confusa, irritada, teus cabelos loiros brigam com os dedos, ela chora, pega na mão dele, lhe abandona mesmo sem querer. Ele faz um convite, arranha o rosto negro, nervoso, aguardando a resposta dela. Ela chora, somente chora, e chora mais….
Ele a abraça e caminha em direção a saída.
Arquivado em: Devaneios
Não me imagino na ponta do precipício querendo me atirar, mas eu vejo o precipício chegando, se aproximando, obtendo foco diante de meus olhos. Dia após dia os meus passos parecem menores e menor ainda se faz a minha vontade de nadar contra essa maré, de lutar contra esse destino, de resistir a esses ventos que pouco a pouco carregam para o oeste as minhas penas douradas. Um laço forte me trouxe até aqui, me segurou como cegonha segura um bebê, sem ameaças, sem dúvidas. Mas o que era pra se tornar um ponto positivo, o que era para não ser contestado, o que era pura certeza e o que era recíproco também acabou um dia, tornando tudo o que era afeto em apelação diante de um e desespero diante do outro.
Nem em mil vidas um coração entenderá um fim prematuro. Nem batendo fraquinho, tímido, quase despercebido, se fazendo valer por uma dás máquinas menos pretensiosas de nosso corpo este será esquecido, e mesmo que nele haja apenas ar, ou que nele haja arco-íris e festas, este será sempre afeto e apelação. Terá sempre onde doer, onde machucar, acolher, entender e perdoar, porém, nem em mil vidas ele envelhecerá.
Arquivado em: Devaneios
Para um coração feminino feito de pedra…
Por um coração masculino e amigo que sangra…
Ter domínio total sobre eles, não quer dizer que você possa fazer deles o que bem entender!
Não lhe dá o direito esse poder, de lhes “cegar os ouvidos e emudecer seus olhos” fazendo deles bastardos de seus desejos.Não sorria nas costas deles enquanto visa algo além, não lhes conte as tuas vontades de olho no que podes alcançar, não pratique o sinismo ao ponto de destruir uma amizade. Não se envolva além do ponto onde o coração dele possa se entregar de forma completa. Não faça dele mais uma Barbie em seu baú de fantoches.
Um dia, você será mulher e quando o arauto de sua juventude passar ele será maduro e seguro para lhe dizer: – Eu não quero mais você!




