Alguns verões se somam a esse que vai chegar, sonhos se completaram antes do tempo, alguns foram roubados, outros pleiteados e alguns montes esquecidos. Minha estrada tomou vários caminhos, subiu montanhas e desceu cachoeiras agressivas, enfrentou o frio da solidão e adormeceu no calor de algumas lareiras. No jogo da vida, eu escolhi o carrinho vermelho, lancei os dados e sai na frente, seguindo um caminho diferente do destino, enganei meus adversários e amei meus amigos o tanto que foi possível. Eu vivi feliz a maior parte do tempo, fiz as coisa que eu tive vontade e errei de propósito só para sentir o gosto da derrota já preparado, corri do tempo, contra ele e depois me aliei ao mesmo, só para vencer as horas em que todos pareciam aborrecidos e cansados da rotina de suas vidas. Enrolei o passado e confundi o presente, mas sem mentiras abri as portas do futuro conquistando pouco a pouco a alegria que contagia quem vive ao meu lado, aqueles que me escolheram como parceiro, amigo, conselheiro, amante e amado. Apliquei-me aos que me chamam de forte, de engraçado, louco e desmiolado, me dediquei ao melhor para aqueles que me chamam de filho, neto, sobrinho, sendo pai, mãe ou parente, ex-sogra, sogro, cunhado, irmão, primo, afilhado, foi para eles que eu sorri de volta, que eu jamais fingi ser alguém que eu não sou. Alguns verões se passaram mas nenhum foi igual ou será tão diferente dos que já vivi, sou autentico, amo isso em mim e se você me ama desse jeito, é porque realmente habita um cantinho do meu coração, é meu amigo, um quase irmão e eu com muita certeza, lhe amo de volta. Sim, nasci no dia 31 de agosto, mas não comemoro sozinho, você faz parte da minha vida e é total responsável por minutos preciosos que eu não trocaria por nada. Só assim poderia ser comemorado este dia! Junto de vocês.
Aceito seus parabéns e principalmente agradeço a sua amizade, inestimável. Comemore junto, sorria, me abrace… sejamos felizes.
Hoje é dia 31 de agosto, fim do mês do cachorro louco e fazem 27 anos que eu não sou vacinado!
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Talvez eu esteja mais adulto, ou talvez eu apenas tenha amadurecido, ou vencido o tempo. Essa sensação diferente, suficientemente nova me dobra os calafrios na barriga. Estou me sentindo como um garotinho que faz coleção de figurinhas e acabou de ganhar aquela última que faltava.
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Eu recebi um convite, quase pedido. Na sua voz tinha de tudo, medo, vontade, perguntas, um quê de ciúmes. E então ela disse:
Não precisa mudar. Vou me adaptar ao seu jeito, seus costumes, seus defeitos. Seu ciúmes, suas caras. Para que muda-las?
Eu aceitei o convite, quase pedido. Na minha voz também tinha de tudo, dúvidas, medo, uma série de perguntas. E então eu disse:
Não precisa mudar. Vou saber fazer o seu jogo, fazer tudo do seu gosto, sem deixar nenhuma mágoa. Sem cobrar nada…
Agente sabe que no final vai ficar tudo bem, agente se ajeita, numa cama pequena, fazemos um poema e nos cobrimos de amor…
Estou adicionando coisas na minha listinha de bugigangas e quinquilharias que mais gosto:
Cheiro de Bambo
Pintas nos ombros
Meias da Walt Disney
Botox nos lábios
Soda
Prender o cabelo com a escova de dente
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(8:33) Nathy: Depende do gosto do beijo
(8:33) Nathy: To fantasiando você sem roupa (moderninha?)
(8:33) Nathy: Eu só com a sua camisa grande, sobrando, me cobrindo até as coxas.
(8:33) Moscolini: … ah e você vai estar fazendo o que com a minha camisa Srtª Panqueca?!
(8:33) Moscolini: … to fantasiando você com a minha camisa, demasiadamente descabelada (contemporâneo?)
(8:34) Nathy: …ah tá, você vai fica me fotografando com cara de bobo vidrado no meu corpo
(8:34) Moscolini: vou?
(8:34) Nathy: bjo bum bum, pra vc. Provou? Gostou? Se viciar ta perdido!
(8:34) Nathy: amanhã vc vai ver um monte de coisa diferentes, pq voltei a ser sua amiga Panqueca predileta.
(8:34) Nathy: (to fantasiando, pq o que desejo e maior ok! Mas vc fingi que não leu essa parte!)
(8:35) Moscolini: ah… tá…
(8:35) Moscolini: agora eu vou…tentar me aquietar na cadeira e voltar ao trabalho, Panqueca malvada…
(8:35) Moscolini: Argh! Argh! Panqueca!
(8:35) Nathy: Rs… Golum, Golum (adorei)
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Nunca é fácil decidir afastar alguém de sua vida, nunca é fácil decidir algo que venha ferir uma outra pessoa, por isso postarei hoje o e-mail de uma grande amiga, que tentou uma paixão e mesmo não conseguindo não desistiu e nem culpou um outro alguém:
Quem sabe um dia você se entregue de uma forma mais caridosa, quem sabe você não venha perder esse seu gosto por adivinhar as coisas (silêncio). Eu sei, você nunca me prometeu nada, nem me chamou de sua namorada ou coisa assim, mas ser só sua amiga tem doido demais, tem me machucado tanto que a cada noite de sábado sem você, parece eterno inverno. Tudo piorou depois daquele beijo, tudo ficou mais claro para mim e meu coração reagiu exatamente da maneira que você havia me prevenido. Mas eu escolhi, queria ter todas as noites esse seu carinho para adormecer comigo, queria pousar meus olhos no seu corpo nu adormecido, queria fazer amor com você e esquecer de todos os meus problemas no mundo. Não que você tenha ferido meu coração, não que hoje eu te escreva assim magoada, na verdade eu sou muito grata a você, descobri um desejo e um sentimento que jamais achei que existia, apenas em novelas e filmes agente vê algo assim, que uma pessoa se entrega de forma tão completa. Quero que saiba que a sua decisão era sim esperada, eu sei que você não quer se envolver e entendo os seus motivos. Não sei quem é essa pessoa que está te deixando confuso, que apareceu assim inesperadamente dominando a metade que me faltava. Vou torcer por ela e ainda mais por você, não sofro com essa situação, não desaprovo a sua decisão, fiquei triste por não poder ser eu a pessoa que terá você por completo, mas fico feliz de ter provado desse pouquinho, de ter aprendido esse tanto e de poder te chamar de meu grande amigo, meu quase amor… meu ser indefinido.
Te adoro de montão!
Nathy.
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Hoje eu resolvi fazer algo por mim, só meu, sem pensar em mais ninguém, sem atender o celular, sem avisar a família ou os amigos. Eu já havia me esquecido do sabor que existe em sentar na mureta do litoral, com o dia cinza e o vento forte chocalhando as folhas das palmeiras e coqueiros. O som do mar de encontro a areia e uma ou outra ave bailando no céu. Meu corpo se arrepiava a cada passo imaginário que minha mente construía. Foi uma tarde de reflexão, de decisão e de cumplicidade. Resolvi colocar o Medo e o Desejo para brigarem, discutirem os prós, os contras e por vez acabarem com essa minha insegurança. No debate de intrigas, o Medo levou a pior, correu para junto do mar e se escondeu entre a espuma que se formavam ali. No debate de índoles, o Medo foi melhor e sacudiu o Desejo com dois ou três tapas direto em seu rosto, deixando-o marcado e envergonhado. O calor desse estado envergonhado me aqueceu, não sei se me rosou as bochechas, mas me aqueceu um pouquinho. O Desejo voltou corajoso a ação e resolveu de vez que como eu, ele faria algo por ele, somente por ele e ao invés de continuar aquela intriga, ele virou as costas e disse ao Medo: – Fique você dominando todos os espaços desse coração e não terá mais certeza de sabor de sua vitória, que é sempre o Amargo. Lembre-se amigo Medo, sem o Doce jamais saberá o real sabor do Amargo e o amargo não será tão mais amargo o quanto deseja. E o Medo, sábio e compreensivo recuou, mas antes, perguntou ao Desejo: Amigo Desejo, se levarmos ao pé da letra, seu próprio nome não condiz com vitórias, pois se conquistar algo, deixaras de ser o Sr. Desejo! Pois então diga-me, qual é o gosto de sua vitória?
O Desejo olhou para o céu, cinza e ameaçador, esperando a breve chuva que já se anunciava e respondeu:
- Acho que seria… não ter medo do Medo!
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Faz tempo que eu não escrevo sobre o tempo, faz tempo que eu não escrevo de mim, com cara de menino bobo sorrindo a cada palavra, somando uma após a outra sem fôlego aos dedos. Faz tempo que eu mantenho tudo na gaveta, protegido com armadilhas o melhor de mim, o carinho que carrego em meus beijos, o gosto do meu toque, minhas palavras ludibriantes, minha devoção à algo que desejo. Faz tempo e é de tempos em tempos que eu tento como muita força afastar um fantasma de mim, um fantasma que carrega consigo latrinas de um sentimento roubado, sepultado em partes e jamais esquecido. Ele me visita em noites de verão, antes da chuva. E o tempo que se encarregaria de leva-lo embora tem feito um trabalho preguiçoso, até ontem. O tempo que eu dei, o tempo em que guardei e me escondi não foi em vão, até ontem. Antes de ontem eu brigava com ele sozinho, agora conto com a ajuda de um vento que sopra do oriente, que carrega nele sementes de um desejo que nem mesmo este conhece, com um poder oculto em seus lábios e uma força estranha em seus olhos.
Não quero mais que o tempo passe, não quero mais guardar nessa caixinha quadrada o sumo desse antigo que só me faz doer. Eu quero tudo o que sou de volta, e quero dar isso a alguém.
Você me ajuda?
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O som de mais uma mensagem invade o ar de meu quarto. A curiosidade tomava conta de sua pessoa e ela se dizia ansiosa com a imaginação voando longe. Ainda deitado eu repondo pelo celular e minutos depois o mesmo som retorna. Era ela novamente, dessa vez me pedindo um beijo no sorriso. Quem um dia beijar o sorriso, vai saber o gosta contagioso de alegria que este carrega, vai se perguntar por que de sentir esse calor e vai escutar no dia seguinte que seus olhos estão brilhantes.Beijar o sorriso de alguém e roubar-lhe a tristeza, sumir com as dúvidas e lhe preenche de vontade, vontade do pecado, vontade da aventura, do risco e da loucura. Beije um sorriso e sorria de volta, assim terás a chance de provar o gosto de um sorriso beijado.



