uma carta apenas
09/08/2007, 03:56
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Estive tentando entender a diferença entre ocupar o espaço em um coração e tentar fazer isso. Entender qual é o meu papel, qual personagem eu sou nessa nossa história que acaba de começar. Essa pequena vidinha a dois que tentamos construir, com momentos intensos e cheios de ternuras que nós dois vivemos e passamos. Eu passei as últimas noites chorando, sonhando algo diferente, visionando o futuro de nós dois, ora separados, ora juntos… e foi aí que eu me encontrei, que eu entendi o meu papel, que eu realmente percebi que posso ser sim, a mulher que você sempre desejou que eu fosse.


Eu medi meus sentimento por você, construí um campo de força imaginário ao redor dessa fogueira chamada amor, simplesmente por não quere me machucar, me queimar nessa chama intensa que você alimenta dia-a-dia, simplesmente com esse seu jeito de ser, com sua forma de me olhar, com o carinho que me dá. Eu fui tão insegura com você e tão ingrata que percebo hoje ter lhe dito, por diversas vezes Te Amo. Eu realmente não sei quantas vezes pude lhe ter dito isso, momentos só nossos, nos dias de amores, nos cinemas, nos encontros… É… eu posso fazer uma média, posso arriscar um número, mas jamais terei a certeza de que esse represente o quanto te amo, amei e ainda posso amar. Eu disse uma centenas de vezes que te amo, se não milhares, mas nunca lhe disse Obrigada. Obrigada por me fazer sentir algo tão doce e sublime, obrigada por me ensinar a  amar e me fazer perceber que eu sou capaz disso. Obrigada por me clarear os olhos e me dar o dom de amar intensamente, sem arrependimentos e sem medo, amar teu gostos e teus defeitos, teu jeito e tuas decisões. Principalmente obrigada, por deixar que eu te ame, do jeito que eu aprendi amar e me mostrar com pequenos gestos que eu sei fazer isso.

Você foi tão generoso, tão certo, e poderia ser muito menos que isso. Poderia virar para mim e me pressionar em uma parede espinhosa, me questionando:

- Eu te amo, e agora!?! Ou você aprende a me amar, o me ensina ate esquecer!!!

Mas, você foi muito mais singelo, e me poupou dessas agressões me mostrando o verdadeiro valor de um amor. Que agora posso entender, entender que e ele pode ser de vários tamanhos, pode ter várias formas, vários pesos, várias medidas. Pode ser profundo ou superficial, maduro ou infantil, longo ou curto, pode passar como um tufão ou como uma brisa de verão. Este  amor troca confidências, troca juras, troca feitiço, troca dúvidas e experiências. Pode ser forte ou fraco, distraído ou atento, pode vencer tormentas, dissabores e oferecer alento. O meu amor pode sobreviver a distâncias e atravessá-las num segundo através do pensamento. É como um vício, uma droga, desencadeado por uma paixão ardente. Produz sorrisos, momentos perfeitos, produz sonhos e insônias, produz palpitações, angústias, agonias e ilusões.


Um amor verdadeiro se perde no tempo, caminha pelo passado, atua no presente, se encaminha para o futuro e adormece na eternidade.
Um grande e verdadeiro amor ilustra noites enluaradas e dias ensolarados. Um amor tem lembranças de lugares, de cheiros, de músicas e de sons. Tem sabores, às vezes doces, outras vezes amargos, mas todos sempre bem saboreados. Pode iluminar a vida ou escurecer o coração. Pode ser real, virtual ou transcendental, porém sempre será igual. Pode ser impossível, improvável, mas pleno no coração. Pode ter testemunhas ou ser oculto e mesmo assim ser vivido intensamente. Pode ser clandestino e anônimo, pode ter o nome de uma flor e ainda assim ser um grande amor.  Aquele amor de verdade pode ser castigado pelas agruras da vida e persistir inalterado e majestoso. Pode jamais se consumar e ser forte como uma rocha, profundo como o fundo do mar. Pode ser arriscado, difícil, perigoso, inadequado, mas mesmo assim almejado e correspondido. Pode sobreviver a intrigas, invejas, calúnias e sair vencedor. Não vê idade, cor, religião, raça ou aparência, não tem preconceitos, nem preceitos, não faz distinções.
Um amor não fere e se ferir, assopra. Tem marés, altas e baixas, fracas e fortes. Pode ter muitas histórias, fabricar poemas, inspirar versos e canções. Não tem perguntas, porque jamais necessita de respostas. Precisa para adormecer a companhia de um outro amor e para despertar um toque desse mesmo amor. Pode ser contido, travado, reprimido, ou declarado. O verdadeiro amor pode subir montanhas, cair em precipícios, atravessar desertos, envolver-se em tempestades, afundar em oceanos e ainda assim sobreviver. Pode dar frutos e lançá-los ao mundo cobertos de amor também.

Um amor tem cheiros e cores, o cheiro da maçã, o branco da paz, o azul do afeto, o rosa do carinho, e o vermelho da paixão. Comete loucuras, pecados, milagres e magia por vezes se arrepende e volta a cometê-las novamente. Dá espaço, cede momentos, expõe idéias, lança argumentos, sem jamais violar sentimentos.
Um amor pode escravizar-se e sentir-se livre. Um amor profundo acontece, resplandece, revigora-se e amadurece.
Um amor pode ser sábio, desinteressado, confiante e altruísta. Pode se perder na poeira do tempo pode se desfazer através dos anos, mas sempre terá sido um amor imenso. Pode ser eterno ou fugaz, pode ser o primeiro ou o último, novo ou velho… Mas ardente.
Ah…um amor só não suporta ser vivido, sonhado e mantido sozinho. Um amor precisa de outro amor para sobreviver, e eu (nome) preciso de você… Feliz, te amando mais sinceramente do que jamais te amei, tendo certeza de tudo isso e muito mais.
Vem… corre! Aprendi a lição. Me abraça e me beija, me faz sua mulher, que isso é o que mais desejo no mundo, uma simples “pitadinha” do seu gigantesco amor!
 Te amo.

Suky

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