Arquivado em: Devaneios
Ainda hoje, após mais de 2.007 anos, continuamos ofuscados pelo belo clarão do iluminismo burguês, pelas críticas de uma sociedade racista, que adora julgar os outros. Ao contar esta nova fase a um outro amigo, saboreei o amargo gosto da inveja, e percebi em seus olhos que o peso de suas palavras saiam de uma clareira onde a escuridão cuspia chamas. Não concordar com algo é aceitável, mas julgar o caráter de um próximo, ainda mais quando este demonstra fidelidade ao que sente, é inaceitável. O sol radiante da razão há de penetrar as trevas da superstição e fazer ver a desordem do mundo, para que enfim a sociedade seja configurada segundo critérios racionais. A escuridão não se manifesta como a outra faceta da verdade, mas como o reino negativo dos avessos. Os românticos bateram-se contra esta luz fria da razão e votaram-se novamente à religião, de modo sintético, não farei isso por causa de alguns não(s) em vez da racionalidade abstrata, eles propalaram um irracionalismo não menos abstrato, eu, seguirei as minha vontades, continuarei decidido e se errar, vou errar com vontade de acertar, não com o medo de fazer, com a insegurança de tentar.
Para aqueles que acham que ser romântico hoje é coisa do passado, para todos que vivem com a cara enfiada no jornal das 20:00 e acreditam estar sabendo dos fatos do mundo, eu mando um recado. Sou da geração que cresceu brincando com bolinhas de gude, desceu ladeiras em carrinhos de rolimam, destes feitos com madeira e pregos pontudos, rachou capacetes na pista de skates, escalou morros, surfou, atravessou avenidas em seu patins, bateu o carro aos 14 anos, estourou o joelho no acidente de moto, saltou de pára-quedas, fraturou os braços mais de 12 vezes, fez 3 cirurgias, viajou pelo país, dormiu na rua, fez caridade, conheceu os pobres, os ricos, o poder das drogas, dos alucinógenos, a fúria de um Deus…
Sim, eu sou dessa geração aí! Não mudo a minha opinião por causa de uma justificativa barata, não traio a confiança de ninguém por benefício próprio e aprendi não julgar a sua fama, sua cor, seus gostos e sua crença. Escute as minhas palavras, se não houver ouvidos, leia os meus lábios, todos nós somos apenas uma estrela a brilhar, até que passamos a acreditar em nós mesmos e aí, nos tornamos um Sol Radiante. Me dê licença, me deixa passar, a minha vida eu ponho pra rodar, não vou ficar na janelinha igual a você, se eu desejo eu vou pegar, se eu conquisto eu comemoro, tiro fotos e procuro eternizar esse momento. Vale muito mais para mim as suas lágrimas verdadeiras, do que o seu sorriso falso, não vou mais tolerar essa sociedade maximiliana, ela que invente uma nova maneira de existir, se depender de mim, vai congelar no tempo, vai ser esquecida. Eu não dou as costas para o mundo, eu não pinto quadros diante o meu rosto, eu não visto nariz de palhaço e foi por isso que eu lhe respondi:
- Enquanto eu vivo a minha vida intensamente, me lembro de você, com essa cara de infeliz esse jeito rabugento, e essa sua maneira hipócrita de pensar. Sabe onde esta a diferença entre eu e você?Enquanto eu balanço os braços tentando afastar as borboletas que me rodeiam, você se agita todo abanando as mãos espalmadas, tentando fugir da varejeiras!



