Na ponta da lança
31/01/2008, 18:28
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Quando essa história de blog começou, eu não disse que seria um conto sobre a minha vida adolescente, amaldiçoada no desabrochar das aventuras. Quer seria um corpinho sem alma, vagando pela terra, afundando em devaneios, mistérios e desejos bizarros, vivendo incertezas que não eram tão minhas. Semeadas por agentes incógnitos, mentes desprovidas de carinho e afeição. Não fiz promessa de colocar aqui, nada para iluminar um caminho, varando com a luz  do conhecimento as sombras da noite eterna, fiz, sim, o favor de carregar um coração gigante, pleno de vivência e certezas, impregnado agora pelo medo, pavor e insegurança que nas linhas a seguir veremos transbordar, levando as suas dúvidas ao desenlace ainda mais provocante e inesperado. Você que por muitas vezes acompanhou as agonias e aventuras minha, percebe que não de apenas mal que foco e lhes dou nota vivi. Em cada canto e em cada curva dessa trama há uma assombração, mas há também a vontade única de acertar. Não é com rancor ou tristeza que escrevo essas linhas não, é com orgulho. Orgulho por saber que nem só de veredas proibidas eu vivi e que meus atos soaram trombetas e as fizeram ecoar na vida de muitas outras por caminhos que meus olhos não enxergariam e meus ouvidos não ouviriam.
Eu errei muitas vezes mas jamais deixei de ser sincero e nunca pensei que pagaria tão duramente por isso. Eu sei que essas linhas chegarão à um ponto final, que um dia essa mania minha de expor o vivido, o mal feito e os sorriso deverá acabar. Não para me proteger, mas sim, para deixar de ferir aqueles que por uma pitada de sorte ou azar entendem ou deixam de entender. Posso deixar uma certeza a todos, novamente me vejo com aquele feitiço nos olhos e fumigação na barriga. Sentindo sabor de mel e cheiro de rosas com hortelã. Esperando que o celular toque, esperando o próximo passo de alguém. Na dependência de um ato, na expectativa de um beijo, no sonhar de muitas novas delicias ainda a provar. Deixo a certeza de que isso tudo não tem fim e quem um dia provou o gosto de um olhar cintilante, trocou palavras que não ousaria trocar, e revelou o seu avesso da forma mais descomplicada possível, vai entender com facilidade. Diz o ditado: – Para um bom espremedor, meia laranja basta!
 

Preciso me recompor…

Preciso me achar…e saber o que eu quero?

Preciso responder as suas questões, ser mais claro!

Me desculpa por conta disso?



dsl – derramando solidão literaria
30/01/2008, 19:27
Arquivado em: Menininha

Se pudesse me ver ontem, tenho certeza que se divertiria com os meus xingamentos, meu jeito consternado lutando irrisoriamente com o modem lá de casa. Por vários momentos perdi a calma e cheguei ao ponto de rir, gargalhar de raiva da luzinha do DSL que não se mantinha acesa por nada. Piorou quando eu soube que o problema era na central da telefônica e que eu só teria conexão no dia seguinte. Sem seu telefone, sem endereço, como te informar? Não queria que imagina-se que lhe deixo em segundo plano, não fiz isso em momento algum. Vencido pela certeza de que não poderia te ver ou falar com você, me deitei e fiquei ali, com o meu pensamento voando, vagando e a barriga queimando me dando vontade de pegar o carro sair a procura de sei lá o quê!Na verdade nada disso faria a euforia passar, então me contive em ficar na cama, esperando o sono realmente tomar conta de mim. Quando finalmente adormeci, o som delicioso de uma mensagem chegando ao celular me despertou. Eu já sabia quem era, eu sabia, não demorei nada para ler e responder e eu queria tanto te ver! Falar com você! Sua resposta foi deliciosa e ao mesmo tempo soou como promessa. Promessa é dívida e eu irei cobra-la, disso pode ter certeza.(…)

Risos aqui enquanto escrevo, eu realmente parecia um menininho.  

[+] Recado Direcionado [+] 

Você que esta lendo isso tudo aqui já há algum tempo, a você que acompanha essas palavras, que se emociona, que se irrita, que não entende nada! Encontrei um formigueiro e nele, uma “furmiga” me aprisionou. Quer me ajudar? Diz para ela que eu não tenho alergia…
  
 



O que eu mereço
29/01/2008, 08:43
Arquivado em: Menininha

É mais ou menos assim que funciona… e resolvemos fazer um manual de instruções, para ficar mais claro. Digno, acho que é até necessário, visto que de seu ponto de vista e crítica, os 3 últimos tópicos estão ligados muito mais ao comportamento do autor, do que de sua cria.  

Mas, vamos a explicação:

Às vezes eu vejo os seus olhos castanhos refletindo no monitor.  Admiro-me o quanto diferente você esta, cabelo, corpo, boca, olhos, mal posso acreditar que eles podem brilhar desse jeito. Desse jeito tão rápido. Desse jeito tão sincero. Desse jeito tão viciante. Desse jeito tão carinhoso. Desse jeito para mim. Eu mereço tanto? Já pensei que não. Afinal, o que tenho a oferecer? Uma coleção de palavras, livros, cartas, filmes piratas, algumas palavras supostamente bem escritas, uma amizade que se confunde com amor que se confunde com tesão que se confunde com o infinito. Mas, se alguém aqui quer saber a verdade, sim, agora sei que mereço tudo isso. E mereço mais. Merecemos mais e, sobretudo, nos merecemos. 

Ta complicado né?

Não está sendo tão fácil. Vai ser cada vez pior, eu sei. Nossos caminhos são diferentes e podem se perder com muita fragilidade. Existem dezenas de caminhos e encruzilhadas. Mas, eu sei que nós dois conseguiremos percorrer e acertá-los, e, então, estes olhos castanhos-doces-mágicos se encontraram com os meus, em uma noite de sexta, na varanda e com um beijo sabor sorriso que durará a noite toda. Mas vivamos o agora e agora estou aqui. Neste quarto, sentindo frio, sentindo falta do seu sorriso, da sua presença. Eu não queria mais escrever posts tão melosos assim, não queria mais escrever minha vidinha. Mas, se estivesse aqui ao meu lado, eu colocaria a sua mão em meu peito e aí todas as suas dúvidas deixariam de existir.



Ressaca
28/01/2008, 18:19
Arquivado em: Devaneios

Ontem foi outro daqueles dias!

Depois da longa manhã repleta de questionamentos de minha mãe e um almoço completo de guloseimas italianas, voltei para as minhas quatro paredes e aquela maldita sensação de estar perdendo. Resolvi dormir  em meu apartamento, céus, tenho tanta coisa ainda para arrumar que depois de horas de luta com caixas e sacolas, fui vencido pela garoa que batia na porta da sacada e a preguiça do dia cinza que fazia este domingo.

Nada na Tv, ninguém de interessante em meu MSN, éramos eu, colchão e garoa, até me lembrar do vinho espumante que tinha ganho no natal. Peguei-me em completa nostalgia, deitado em frente ao noot, observando a chuva batendo na sacada enquanto relia quase o blog inteiro. Assassinei dois dos três litros que havia ganho. Senti saudades, fiquei triste, alegre, triste de novo e depois com mais saudades. Esse cantinho tem ótimos e péssimos momentos! Foi tentadora a vontade de realmente eliminar cada letrinha escrita aqui (neste momento o vinho circulava a toda pelo meu corpo!), cada lágrima que um dia derramei ou deixei de derramar por orgulho, coragem ou covardia.

Jamais tratei as pessoas como plástico, mas era plástico que me sentia no momento, maleável, fácil de moldar, descartável e odeio me sentir assim. A vida voltou a ser controlada minuciosamente, com horários e datas. Preciso de uma paixão nova, duradoura, quero amar novamente, não fui feito para ficar só, não gosto desse local vazio e odeio beber calado. Ando sincero demais, sendo crítico de mais. Alguém me arruma a pílula vermelha que o Neo tomou, estou farto dessa realidade imbecil e hipócrita. Será que existe um coração mais peludo do que o meu? É ele anda peludinho, rosnando, nada social. Mas é passageiro, isso eu conheço bem, não vai durar uma semana e ele volta a ter gosto de manteiga. Pronto para ser esparramado novamente, assim como fazemos no pão fresco da manhã.  



Brincadeira de Criança
26/01/2008, 00:33
Arquivado em: Devaneios

Os cabelos mudaram, a altura, o corpo, quase passou despercebida. Foi o sorriso quem lhe entregou, foi ele responsável por reaver a minha memória e fazer lembrar do seu jeito moleca, sapeca. Do mais, não me recordo das partes onde eu era tímido e nem do fato de você brincar de me agarrar! Lembro-me de brincadeiras como passa anel, salada- mista, pega-pega, mas não recordo de ver você brincar em nenhuma delas. Você chamava meu pai de “Tio”, de shorts curto, barriguinha de fora, “sujinha” correndo atrás da molecada da vila.

Os destinos são traçados de uma forma elegante não é mesmo? Quem diria que depois de anos, nos falaríamos tão francamente?! Que te encontraria madura, uma mulher segura, casada e cheia de energia. Batalhadora e de mente aberta, raciocínio rápido e coração mole. Aos meus olhos você ainda é a mesma moleca, mas agora tem uma forma mais sensual, uma boca desejável e uma presença marcante, só o sorriso que não mudou nada, nada mesmo!



adultério
24/01/2008, 18:09
Arquivado em: Devaneios

Ela: Casada, morena, cabelos cacheados de regata e shorts. Corria contra o tempo, na angústia de escutar o som do portão automático de sua residência, seria seu marido guardando o carro, chegando e acabando com o doce da noite. Curiosa, ela insiste em manter contato com aquele que ela só conhece o corpo e o nome. 

Ele: Solteiro, moreno, no auge da virilidade, 25 anos e meio. Trancado em seu pequeno apartamento, no centro da cidade, vagando entre sites e perfis descobre um novo brinquedo. A WebCam na tarde daquela quarta-feira piscava seu led verde com voracidade, enquanto a mulher de 27 anos implorava por degustar, com curiosidade, partes de seu jovem corpo que era exibido na telinha. 

Ela insistia em observar e a cada minuto pedia um pouco mais, ansiosa pelos movimentos do rapaz que fazia a webcam percorrer seu tórax e abdômen bem definidos.Ele tímido, se recusava em mostrar mais do que exibia, enquanto ela o encorajava demonstrando os fartos seios volumosos e bem feito. Tomado por uma volúpia de prazer, o jovem retira seu traje de baixo e um grande volume se apresenta, encantando a bela que se remexe toda na cadeira, dando ar de constatação e luxúria. Ela brinca com os dedos e seu corpo parece cantar uma canção, a pele se arrepia, o corpo estremece, o calor toma conta de si e sem haver pedido ou vergonha, ela expões sua pélvis, acompanhada de um gracioso bailar de dedos… e então eis que surge:

Euzinha: Time’s Up! Meu marido saiu do banho. Vc tem um compromisso comigo, mesma hora de hoje, amanhã, te espero!



por imagem 5#
23/01/2008, 17:57
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carta



Sina ou Escolha
22/01/2008, 18:27
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Será a minha sina ou as minhas escolhas?

Hoje eu assisti a uma briga de transito no farol. Um homem aparentando por volta de seus 40 anos e uma jovem de no máximo 30, grávida e estérica, batiam boca aos berros enquanto todos passavam lentamente, com seus olhos famintos por informação e curiosidade. Motoqueiros tiravam fina do horrendo casal que construíam aquela cena cada vez mais normal no nosso cotidiano. Fechei os vidros do carro, agora sou eu, o som do ar condicionado e o limpador do pára-brisa que baila de um lado para o outro por conta da garoa que cai incansavelmente desde ontem a noite. A minha memória voa longe e em instantes estou acompanhado, num súbito flash do passado eu escuto uma risada e os olhos grandes acompanham as tortuosas linhas que brilham na serra. A linha férrea onde vai dar eu nem imagino, não me lembro o motivo do riso, mas me lembro do prazer de ouvi-lo. Era música. E não sei se é a minha  sina ou as minhas escolhas, mais sei bem e é bem assim deste jeito que eu gosto de lembrar de tudo que foi feito entre eu e você. È assim que sigo o meu caminho e vou me esquivando dos motoqueiros, barbeiros e grávidas irritadas no transito. Será sina, escolha, ou o que quer que seja, uma certeza eu tenho, teu sorriso sempre me fez bem.