Ressaca
28/01/2008, 18:19
Arquivado em: Devaneios

Ontem foi outro daqueles dias!

Depois da longa manhã repleta de questionamentos de minha mãe e um almoço completo de guloseimas italianas, voltei para as minhas quatro paredes e aquela maldita sensação de estar perdendo. Resolvi dormir  em meu apartamento, céus, tenho tanta coisa ainda para arrumar que depois de horas de luta com caixas e sacolas, fui vencido pela garoa que batia na porta da sacada e a preguiça do dia cinza que fazia este domingo.

Nada na Tv, ninguém de interessante em meu MSN, éramos eu, colchão e garoa, até me lembrar do vinho espumante que tinha ganho no natal. Peguei-me em completa nostalgia, deitado em frente ao noot, observando a chuva batendo na sacada enquanto relia quase o blog inteiro. Assassinei dois dos três litros que havia ganho. Senti saudades, fiquei triste, alegre, triste de novo e depois com mais saudades. Esse cantinho tem ótimos e péssimos momentos! Foi tentadora a vontade de realmente eliminar cada letrinha escrita aqui (neste momento o vinho circulava a toda pelo meu corpo!), cada lágrima que um dia derramei ou deixei de derramar por orgulho, coragem ou covardia.

Jamais tratei as pessoas como plástico, mas era plástico que me sentia no momento, maleável, fácil de moldar, descartável e odeio me sentir assim. A vida voltou a ser controlada minuciosamente, com horários e datas. Preciso de uma paixão nova, duradoura, quero amar novamente, não fui feito para ficar só, não gosto desse local vazio e odeio beber calado. Ando sincero demais, sendo crítico de mais. Alguém me arruma a pílula vermelha que o Neo tomou, estou farto dessa realidade imbecil e hipócrita. Será que existe um coração mais peludo do que o meu? É ele anda peludinho, rosnando, nada social. Mas é passageiro, isso eu conheço bem, não vai durar uma semana e ele volta a ter gosto de manteiga. Pronto para ser esparramado novamente, assim como fazemos no pão fresco da manhã.