Arquivado em: 1º Dia, Devaneios, Espelho, Future Hands, Manteguinha, Menininha, Minha Drª., Post-it, Sonho
Para onde for, carregue contigo todos os que lhe fazem bem. Guarde-os com você!
Eu sempre gostei muito de viver, de maneira que nenhuma manifestação da vida me é indiferente, gostei de provar a tudo, de tentar entender todos. Eu tanto apreciei uma boa caminhada a pé por toda a praia de Peruíbe, como uma bebida de Vodka em um Pub. Ponho tanto entusiasmo e carinho no escrever de um romance a que darei a impassível eternidade da impressão, quanto aos severos mitos na sala de espera de um consultório dentário. Eu acho, amigos, pensando bem, que o que falta pra certas pessoas de tendência modernista brasileiros é isso: gostarem de verdade da vida. Como não atinaram com o verdadeiro jeito de gostar da vida, cansam-se, ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste.
Eu não posso compreender um homem de gabinete.
E nós todos, do Rio, de Minas, do Norte me parecem um pouco de gabinete demais. Meu Deus! Deveríamos pensar: Se eu estivesse em terras admiráveis, dessas que só o Brasil possui, em que vocês vivem, com que gosto, com que religião eu caminharia sempre pelo mesmo caminho! Ahh! Seriam longas caminhadas! Depois do estudo e de tantos livros e do gozo do saber, pude avaliar com mais precisão. E então parar e puxar conversa com gente chamada baixa e ignorante! E ainda assim, aprender profundamente. Como é gostoso! Fiquem sabendo duma coisa, amigos, se não sabem ainda: é com essa gente que se aprende a sentir e não com a inteligência e a erudição livresca. Eles é que conservam o espírito religioso da vida e fazem tudo sublimemente num ritual esclarecido de simplicidade. Eu conto do meu “carnaval idiota” um fato a que assisti em plena rua Fradique Coutinho, em Pinheiros – São Paulo. Uns negros dançando ao samba. E ali, bem… ali não possui muito do nacionalismo, tem muita gente que esquece ou critica a música popular brasileira. Era carnaval, pessoas escutavam outros ritmos, outros ritmos eram tocados nos bares ao lado. E foi em uma dessas rodas, rodas de samba, no amontoado de pessoas, que eu vi a essência do que lhes conto agora. Havia uma negra moça que dançava melhor que os outros. Os jeitos eram os mesmos, mesma habilidade, mesma sensualidade, mas ela era melhor. Não só porque os outros faziam aquilo um pouco decorado, maquinizado, olhando o povo em volta deles, um automóvel que passava, um outro monte de gente. Ela, não. Dançava com religião. Não olhava pra lado nenhum. Vivia a dança. E era sublime. Este é um caso em que tenho pensado muitas vezes. Aquela negra me ensinou o que milhões, milhões é exagero, muitos livros não me ensinaram. Ela me ensinou a felicidade do seu jeito simples. Não do jeito decorado. Ela vivia o momento… fazendo dele só mais um momento, mais um momento feliz, livre, memorável.
Me desculpe se parece piegas de mais, amigos.
Ainda assim, me sentarei aos bancos das praças, pegarei metrô, e visitarei o ambulatório, cheio de enfermos. Ali amigos, aprendo muito mais, quê nos livros…
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- Não insista! Não farei disso um livro, não serei mais um homem de gabinete!
2 Comentários até o momento
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Quanto mais eu leio isso aqui mais me surpriendo com voxe.
Comentário por Eu 05/06/2008 @ 18:48Gostaria de poder adicionar no msn e no orkut.
eo tambéim, qqueru adixionar voxeeeee
Comentário por Wallace 07/06/2008 @ 06:40vamuuu ser miguxuuus???
huahuahua