Arquivado em: Devaneios
Caminhava por entre defuntos, pesando-me o olhar tolhido pelos dias.
O maior sonho era o mais impossível e o desgosto o maior medo.
Nada ao redor vejo com olhos vivos, por entre as sombras do túnel cumpro desígnios sem dar cartas dos meus desejos. Por entre uma janela inunda-se uma luz sobre o meu olhar e logo te avisto a sorrir grandiosamente para mim! O mundo passou para os mortos porque você me entregou a vida e dois segundos, são horas dessa doce memória.
Tenho correntes velhas nos braços, nas pernas e uma alma enjaulada. Por entre esse sorriso e o silencio não sei onde ficar, o tempo asfixia, o céu fica coberto e a vida torna-se chaga permanente.
É assim que o seu dia começa? É assim que se vê no espelho? Não foi por que muitos lhe magoaram que tudo há de acontecer com a mesma mesmice de antes.
Dia a Dia; Sol e Sol que se ergue e no fim se põe…
Todos os seres seguem um ciclo marcado pela sobrevivência e não pelo desejo, juntos somos um sistema, um monstro gigante, onde todos se queixam, mas todos continuam na corrente.
Há muito tempo que não visitava esse lugar que somente você conhece, mas que já estava guardado no esquecimento. Não foi?
… existe um Coração sem fim que sabe exatamente quem é!
Mais do que aquilo que conhece sobre ti quando se isola, é o que encontra em uma morada que já não vias há séculos. Quando acordar o mundo será outro diante de ti, quem sobe ao alto torna-se uma rocha viva na Terra! Tudo suportará! Tudo será fácil! E acredita que no teu fôlego está toda a vida que deseja ardentemente.
Mas é na tua solidão, no escuro da noite, que elevará o teu olhar e aí sim vai sorrir em silencio para as cadeias desse Universo, tremendamente denso desde as formas de vida mais primárias até aos mais vivos de espírito que tudo vêem em ti! E ai sim, aprenderá que, quanto mais intensamente sente a vida, mais de longe sente o fim
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As vezes a alma está tão viva que o ser duvida da própria morte…
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Mas é na tua solidão, no escuro da noite, que elevará o teu olhar e aí sim vai sorrir em silencio para as cadeias desse Universo, tremendamente denso desde as formas de vida mais primárias até aos mais vivos de espírito que tudo vêem em ti! E ai sim, aprenderá que, quanto mais intensamente sente a vida, mais de longe sente o fim
Comentário por San 23/07/2008 @ 01:07Então talvez seja a hora de renascer.
Saudades amigos.
Comentário por Daniel 23/07/2008 @ 22:44Grande abraço.