Arquivado em: Devaneios
A doença que se espalha aqui é grave. Disse o boletim médico que o órgão afetado é extremamente diferente do normal. Acho que a idéia é me dissecar e estudar. Ainda não sabem, mas esse músculo esta cercado de espinhos e labirintos, repletos de armadilhas e emboscadas.
Tentei fugir do assunto. Mas o assunto gruda nas paredes dos meus ouvidos. Estava muito tenso. Sinto-me tão próximo dela, a ponto de tocá-la novamente. Tem vezes em que o coração parece ter parado de bombear sangue para o resto do corpo. O ar se torna irrespirável. Então eu tentei entrar na questão. Mas as formas fugiam de mim tanto quanto a essência me escapava. Você me escapava. Eu não conseguia me relacionar com seus medos, suas dúvidas e seu porém. Medo de mim? Medo das minhas palavras? Medo das minhas loucuras? Medo dos meus medos? Tenho medo de ficar sozinho no escuro, assim, sem entender nada. Medo de não ser abraçado quando sinto medo. Tentei fugir do assunto. Uma relação fechada. Quando foi que eu tentei? Relações abertas. Quando foi que eu me abri e me despi dos medos todos? Onde foi que eu coloquei tudo que eu sentia? Um pouquinho aqui, outro tanto ali, mais da metade acolá, tudo dentro de mim. Eu preciso me abandonar aos sentimentos ou te abandonar de vez? Escrever ou calar? Tentei me esconder. Mas não consegui. Estou tão chateado. Chateado por estar feliz em poder te tocar. Chateado pela euforia que cresce com a idéia de ter você comigo, sem medo, sem dúvidas. Chateado por saber que é, e sempre foi você, quem manda nesse rachado coração, que desencontra, que fez vítimas, que iludiu.
É uma doença grave essa que carrego aqui sim, mas o vício e o gozo são maiores que o desejo de parar. Mesmo me fazendo mal, eu a declaro, o melhor vírus que já me ocorreu.
Arquivado em: Devaneios
Ou quem sabe dobrando as orelhas, não quero parecer antipático, mas não tem nada mais sem sentido do que gente que comenta e não deixa o nome, nem o endereço. A poucos um leitor comentou sobre as minhas idéias e sobre o texto que eu fazia uma brincadeira com uma cantiga de criança. Ele não só criticou as minhas idéias, como me ofendeu moralmente, ao me comparar com uma personalidade que eu julgo ser repugnante. As pessoas podem vir, acessar, ler, criticar e até mesmo me ofender, como fez este senhor a quem me refiro nas linhas acima. É um direito de qualquer leitor nesse espaço. Por curiosidade, visitei a página desse novo amigo e me deparei com uma curiosidade. Era um site interessante, pedindo dinheiro para algumas ações ambientais. Continha também, além de uma lista de links, uma grande variedade de imagens, fotos e trabalhos que divulgavam a sua criação. Uma delas, era um ser, pregado ao antigo símbolo que marcava o comunismo. Abaixo, escrito em fonte bem marcante, a frase:
Este é o remédio para o povo do Brasil.
Muitas outras do mesmo gênero vieram a seguir…
[+] Recado Direcionado [+]
Caro DM, por favor!!
Eu não tenho o meu blog para ficar conhecido, claro que me alegra as mensagens espontâneas de gente que passa por aqui e gosta. Fiz amigos, leitores assíduos, gente que se emociona e se diverte. Eu precisamente faço o mesmo, visito gente desconhecida, por vezes me identifico, me alegro, me emociono.
Sua crítica foi aceita, eu não tenho o costume de privar as opiniões aqui. Gostaria muito de que o senhor voltasse a tempo de ler esse recado, visto que em seu blog, não há espaço para comentários. Sempre achei fácil criticar, elogiar é que é difícil. Mas o meu ponto é deixar-lhe uma dica.
Quando for criticar alguém, não faça “copia e cola”. Lembre-se, eu posso ler outros blogs e encontra a mesma crítica em cinco blogs diferentes, pode-se na verdade, dar a impressão de que o senhor estava somente querendo dizer o seguinte:
- Ei, ei, ei… eu estou aqui e sou o máximo, venha me ver, venha me ver, quero ter um milhão de pageview!
Arquivado em: Devaneios
Declaro-me inflamável, ácido, tóxico, corrosivo e viciante.
Arquivado em: Devaneios
“Escolho meus amigos não pela pele ou outro ‘arquétipo’ qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.”
Wilde, Oscar
Arquivado em: Espelho
…e ela acorda de manhã, com os olhos inchados e cabelo todo bagunçado. Sua cor de pele mais rosada. Na cama, só ela o lençol e mais nada, mesmo assim, sua mão espalmada passeia pela cama em busca de outro corpo quente. Nada encontra. Mas a felicidade nasce em seu peito e a outra mão pousa sobre seu ventre, seus olhos se enchem de lágrimas e momentaneamente ela se lembra da noite passada. Nua, ela se levanta e sem se importar com o lençol que escorrega e vai ao chão, caminha em direção ao chuveiro. Ele, de costas, com a cabeça inclinada para baixo e a água da ducha a bater em sua nuca, não percebe que sorrateiramente ela se aproxima. Mordendo os lábios ela invade o box, ele apenas levanta a cabeça, mas não se vira. Ela o abraça, beijas suas costas e pousa seu rosto em um de seus ombros. Os dois sorriem, um não vê o rosto do outro, mas sabem que estão sorrindo…
Arquivado em: Post-it
Todas as vezes que ela passa, balança ou desfila as cores do mundo se alteram. E de repente você descobre que a cor do céu não é azul, é rosa.
Arquivado em: Devaneios
Um Pouco Menos De Conversa
Um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação, por favor
Todo este aborrecimento não está me satisfazendo
Um pouco mais de mordida e um pouco menos de latido
Um pouco menos de luta e um pouco mais de faísca
Feche sua boca e abra seu coração e
garota, satisfaça-me
Querida, feche seus olhos e ouça a música soando através de uma
brisa
É uma noite de verão e eu posso mostrar-lhe como usar isso
venha junto comigo e ponha sua mente na felicidade.
Um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação, por favor
Todo este aborrecimento não está me satisfazendo
Um pouco mais de mordida e um pouco menos de latido
Um pouco menos de briga e um pouco mais de faísca.
Feche sua boca e abra seu coração e, garota, satisfaça-me
Satisfaça-me, querida.
Vamos,querida, eu estou cansado de ficar falando.
Pegue seu casaco e vamos caminhando.
Vamos, vamos
Vamos, vamos
Vamos, vamos
Não espere mais, não articule
querida,está começando tarde, começando a virada que espera ao seu redor.
Um pouco menos de conversa, um pouco mais de ação por favor
Todo este aborrecimento não está me satisfazendo
Um pouco mais de mordida e um pouco menos de latido
Um pouco menos de luta e um pouco mais de faísca
Feche sua boca e abra seu coração e, garota, satisfaça-me
Satisfaça-me, querida.
Elvis Presley




