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Se eu fui todas as cores da sua vida, sorria. A minha vontade de pintar voltou…
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Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa.
Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer.
Clarice Lispector
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Gostaria agora mesmo de arrumar minha mochila e seguir. Para um lugar que não fosse esse. Nem aquele. O lugar onde eu encontro o que eu tenho de melhor, onde eu troco carinho e a ternura explode como fogos no ar. Não é um lugar muito fotografado e nem impresso nos folhetos de viagem. Mas é um lugar onde tudo é tudo de verdade. E não sei por onde começar. O que me separa da vontade de lhe ver é a insegurança em dar ou reter. Guardar ou entregar? Estou cada vez mais perto, e eu consideraria que talvez, talvez, ali estivessem todas as minhas respostas. Tenho vontade de encostar no balcão. Chegaria e perguntaria para a moça de chapéu engraçado: Me dá uma passagem? Ela responderia com outra pergunta: Para onde, senhor? Para a alegria senhora. Talvez, para minha surpresa, ela achasse tudo muito natural, tirasse a passagem, e me falasse quanto custa. Eu pagaria os determinados reais. E me lembraria daquele sorriso de canto de boca.
As placas me indicariam o portão de embarque. Como restariam alguns minutos, compraria uma água no café. Pegaria minha mochila e subiria para o ônibus. Por sorte o número do meu ticket seria na janela. Sentaria quieto, colocaria os meus fones para ouvir algum rock triste. E esperaria a hora em que começaria a ver um monte de matinhos e placas. Essa paisagem permaneceria por muito tempo. Provavelmente, esse lugar aonde eu iria… Estaria bem distante de mim. Distante da saudade e muito perto da nova alegria.
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Eu escrevo para eliminar o veneno que acumulou devido à maneira de falsa vida que algumas pessoas levam. Guarde na memória o doce aroma das flores, se por sorte haver entre os seus alguém com cara de jardim, fique bem próxima e colha alguns sorrisos. Entre dentro de si e não construa cercas ao redor do toque, é bom sentir-se viva as vezes. Deixe que os seus primeiros passos criem raízes, assim seu modo volúvel de tratar as coisas se perderá em fantasias. Que a sua cabeça curiosa te leve à meios e fins e que haja sempre um pedestal para subir e enxergar mais longe. Tem certeza que precisa viver um mundo sem chocolates e estrelas? O telefone que um dia foi tão discado, pode estar esquecido no fundo da gaveta ou ter sido jogado no lixo. Quando temos que fazer algo assim, que fazer? Escolho o mar ou o deserto? Vou de navio ou de camelo? Há duas maneiras de alcançar o meu destino, basta eu escolher entre enfrentar uma longa estrada de terra ou as furiosas ondas do mar. O caminho que escolhi pra mim não possui placas no acostamento. Anseio pelo momento de ancorar.
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Mudei a direção muitas vezes, agora não quero mais mudar. Não me sinto a vontade com o que tem ocorrido, não me sinto bem com essa dúvida que não me deixa. O cabelo castanho é tão doce que me machuca. Machuca quando não respondo suas investidas, quando lhe deixo sem respostas. Me vejo do outro lado agora e pra mim não é tão complicado quanto parecia. Só não quero estragar nada em ninguém.
O sonho de ontem foi assim… você abria a porta, cheia de malas e com muitas lágrimas rolando. Deixava cair tudo que tinha em suas mãos e me abraçava. Eu não lembro das suas palavras, de nenhuma, nem as que me dizia olhando nos olhos. Eu não te escutava, mas eu entendia. Sempre foi assim, não preciso te ouvir para entender. Não preciso te ver para me lembrar. Você me faz muita falta.
Essa canção me lembra você…
Jason Mraz -I’m Yours
Arquivado em: Devaneios
Não é justo, eu também entendo assim. Afinal de contas a reaproximação não foi minha.
Obrigado pelos e-mail e pedidos de retorno. Agradeço à todos que nesse curto tempo expressavam o grande interesse em me ler.
Continuarei sim…
[+] Recado Direcionado [+]
Eu ainda não sei o sexo, do(a) I mas sei que pelo que tem me escrito não vai desistir de tentar me convencer ou me culpar.
Saiba I que eu jamais serei mal educado com você, tento entender a sua atitude, adivinhar quem é você, mas isso tudo será uma perca de tempo. Te direciono este recado hoje por que eu acredito que você seja uma pessoa de bom senso, e me concederá a oportunidade de explicar.
I, eu não quero em momento algum que este meu blog seja uma arma que venha a ser utilizada para ferir alguém, não desejo que isso aconteça e tentaria impedir algo desse tipo. Ao longo de sua existência, em cada frase e linha transcrita aqui, foi colocado um sentimento que eu julgo puro e incondicional. Não vou criticar a sua atitude, mas antes que me venha agredir com suas palavras, entenda que o que me motiva é maior que vontade, não sei dizer se seria desejo, mas tenho certeza que não foi escolha.
Muito de mim se desfez nesse período que chamo de “Meus últimos dias sem vc”. Esperança sempre existiu, mas ela nunca foi alimentada, simplesmente aguardei e ainda aguardo, exatamente por que eu não sabia o que fazer. Foram longas as noites, semanas e muito doloridas as vezes em que a saudade apertava. Eu também tenho um coração I, e ele sangrou a ponto de se ressecar e alterar a cor. Eu abri mão, sem saber os motivos, sem respostas, sem notícias e em completo abandono eu segui, na espera de um dia me confortar com o que eu tinha e o que me restava. Fotos, cartas, roupas, foram todas guardadas em uma caixinha de lembranças da qual eu me orgulho muito em ter. Era só o que restava!
Sabe o quanto duro é ter que deixar partir o ser que você aprendeu a amar mais que à você mesmo? Deixar partir assim, sem entender, sem haver brigas, em uma decisão única sem explicações, apenas lágrimas no rosto e um pensamento irônico; “Não me vejo sem você”;
É I, eu faço idéia do que a outra pessoa possa sentir se algo assim acontecer. Não quero que seja eu o responsável e de fato não o serei, visto que a escolha jamais me pertenceu. Sabe I, eu não guardei rancor, eu não sei fazer isso. Por tudo que eu passei e ainda passo, não, das alfinetadas que esse meu amor implacável desferiu, não, da pessoa que me causou tanta dor, não, da sua atitude em me fazer curioso a ponto de visitar o perfil dela e ver as fotos daquele casal, e ver o seu maior amor no mundo, com outro alguém, sorridente, não eu não guardo rancor. Doeu muito, saiba disso I, você fez com que eu senti-se aquela velha dor novamente, rasgando, causando uma incrível hemorragia. Doeu a ponto de me fazer desacreditar em mim novamente, doeu a ponto de eu me deitar ao chão e deixar escapar as antigas lágrimas que não rolaram e ver, por uma segunda vez, que eu possa estar sendo tolo.
I, chego a pensar que os sentimentos que ainda me restam foram quase destruídos quando nas fotos vi que ali existe alegria. Se me desejavas mau, atingiu-me em cheio!
Que fique claro I, que eu não procurei, eu não me acho responsável pelo que esteja acontecendo hoje e me perdoe pelas rudes palavras que vai encontrar agora, mas é preciso dizer que, ao invés de sumir, como me pede, vou me manter erguido e imponente, como a rocha que eu sempre fui. Covardia nunca bateu a minha porta e hoje eu posso com muita certeza lhe dizer que ainda amo essa pessoa por quem você tanto clama felicidade, mas o tempo dela se foi, passou e vem passando. Não será mais dela os meus carinhos, não será mais dela as minhas atenções. Minha dedicação a tal amor vem morrendo a cada dia e algo novo floresce em meu peito com tamanha intensidade que chega a causar um certo desconforto, mas confuso eu ainda não o encaro de frente. Veja I, mesmo depois de tanto tempo, mesmo com tantas diferenças e tanta dor, mesmo vivendo em segredo esse amor incalculável e tendo o coração destruído da maneira mais supérflua e arrebatadora possível eu sou capas de gostar novamente. Eu tenho amor próprio, tenho coragem e paixão pela vida que levo. Orgulho-me da pessoa que me tornei hoje. Você foi muito baixo ao me fazer encarar aquelas fotos, e foi na verdade imprudente, visto que agora o que te resta são os meus passos, o que vou ou não fazer. Quem sabe eu deixe de escrever aqui? Quem sabe eu não comente as fotos que ví? Quem sabe eu não procure a pessoa que você tanto protege? Assim eu posso acabar de vez com essa novelinha não é mesmo?!
Sumir? Não I, eu não vou sumir. Por sorte, hoje existe uma terceira pessoa que eu jamais magoaria, mas acredite, se não fosse por ela, seu amigo teria sangrado…
Acho que deu para entender, espero que a sua ausência neste blog seja diária.
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Isso foi muito bom, é muito bom.
Enquanto a lua e a noite se desvanecem… Elas vão deixando apenas a certeza de que está tudo muito estranho entre nós. Consigo perceber o tímido ciúmes saindo pelas tímidas olhadas que me dava, enquanto brincava com o iPhone. Vou caminhando para o trabalho e pensando “Como nós poderíamos deixar acontecer um final desses?”. Um final em que cada um segue o seu caminho. O seu destino. A sua escolha. A sua vida. Cada um bem distante do outro. Nós deveríamos ter finalizado o nosso último momento com um beijo demorado. Assim daria para me explicar tudo o que ocorre agora, sei lá, faria mais sentido.
Longe de tentar entender, eu apenas sinto. Eu sinto muito por hoje.
Hoje eu percebo uma leve mudança em mim, uma mudança que eu não esperava acontecer.
… não me deixe partir…
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Quem me dera ela fosse feita de tinta, assim com um pouco de removedor eu apagaria as manchas que deixou em mim. Mas acredito que eu não tenha sido só uma brisa, devo ter soprado forte a fim de entortar algumas palmeiras ou ter derrubado algumas folhas. Eu não quero o que não pode me dar, então não peço, não insisto, não procuro. Mas se em algum dia o final dessa noite terminar, e a ponte entre os nossos olhares for tão curta que eu possa sentir a sua respiração, não se assuste se algo lhe queimar.



