Ando amando alguém que amei
27/02/2009, 07:53
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Quando eu achei que estava me perdendo, quando eu realmente voltei meus olhos para mim. Quando eu me senti caindo, me vi na escuridão, no último gole, no suspiro final, na corda bamba, no fim da picada, no abismo, na ponte quebrada, no centro do horizonte, na última porta, na última volta, no fim dos sonhos, sem escolhas, sem vontades… uma música tocou em meus ouvidos. Tinha som de harpa, angelical e ritmado.  

Trazia cores no ar, sabor e calor em minhas veias. Melhor que tudo isso, trazia aquela euforia de sorriso, de ver e sentir alguém que você deseja,  alguém que você não escolhe. E essa cores pintam e bordam agente por dentro, preenche, enobrece. E no meu caso, me faz ser aquela mesma pessoa que fui tempos atrás, compreensiva, carinhosa, tênue, com vários sabores a cada dia. É assim que eu queria me sentir a tanto tempo. É assim que eu me sinto hoje, resgatado, salvo, tranqüilo.

Foi bem quando eu precisava, quando perdido, você apareceu. Quando doía, você curou, onde ardia, você assoprou e onde eu nem imaginava, você me tocou. Agora eu amo você por isso. Mais que todo o coração, e é assim que vai ser, até quando eu não sei, mas é assim que eu quero que seja. Conte para todos que eu amo você, deixe-os saber. Eu não tenho vergonha do amor que sinto por você, eu nunca tive. Ando amando alguém que amei. Mais que amei talvez só ame dessa vez.



Onde estamos?
18/02/2009, 18:58
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Vamos trocar algumas palavrinhas hoje, lembrar de quando éramos crianças. Vamos ao pesqueiro, no parque, tomar sol na praia. Vamos fazer exatamente aquilo que agente adora fazer. Você, eu e os nossos.



Matemática da vida
17/02/2009, 19:17
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Se fosse programador eu diria que encontrei um vírus na matemática da minha vida. Em uma das funções de uma certa equação, um vírus poderoso infectou a raiz de todos os módulos solucionadores de problemas. Esse módulo deveria seguir 4 regras básicas: 


- Somar alegrias;
- Diminuir tristezas;
- Multiplicar felicidade;
- E dividir amor.

Funcionou muito bem durante algum tempo. A primeira regra sempre funcionou muito bem:

Somar alegrias
Quem vive sozinho, longe dos outros, sem compartilhar alegrias, sem permutar experiências, diminui sua própria alegria e não alcança a felicidade. Ficamos, às vezes, penalizados, vendo tanta gente que ainda não fez esta descoberta. Pessoas que se fecham sobre si mesmas, por medo ou egoísmo, palmilham caminhos errados. Quem teme perder sua alegria, repartindo-a com os outros, ainda não aprendeu a psicologia humana. (Parece bronca mas não é…)

Diminuir tristezas
A vida tem dessas compensações gratificantes. Quando conseguimos minorar a tristeza, nós é que saímos lucrando. Uma das mais profundas satisfações reservada a um coração humano é restituir o entusiasmo, a coragem e o otimismo aos irmãos da caminhada. (Acho que todos nós possuímos facilidade nessa regrinha, ela é a mais utilizada no módulo, rs…!)

Multiplicar felicidade
Na família, no trabalho, na comunidade, em qualquer lugar onde plantamos felicidade, nós a multiplicamos. Felicidade partilhada é felicidade pessoal multiplicada. (Fácil? Só para alguns, ainda existem aqueles que ao compartilhar da alegria alheia, somam a  inveja e isso não se encaixa em nossa equação)

Dividir o amor
Em matemática, quando dividimos um número pelo outro, o resultado final é sempre menor. Nas dimensões do amor humano, acontece exatamente o contrário. Dividir o amor com os outros é multiplicá-lo, é aumentá-lo. Todo aquele que divide seu amor com alguém, descobre em seguida ter multiplicado seu amor.

Somar alegrias, diminuir tristezas, multiplicar felicidade, dividir o amor: é o mais
lindo programa de vida que podemos criar.

O ser humano é comunicativo por natureza. Não agüenta viver sozinho. O
individualismo é o caminho mais certo da infelicidade, para a solidão. Somar alegrias,
diminuir tristezas, multiplicar felicidade e dividir amor é a rota mais segura da Alegria
de Viver. São estas as quatro regrinhas que esse módulo deveria seguir. Mas justo nessa última, a mais complicada de todas as equações, um vírus apareceu. E não adiantou o Norton, Avast, Panda, nenhum desses puderam ajudar. Agora vivo eu, infecto e nessa matemática da vida, somar é complicado, diminuir é necessário, multiplicar impossível e dividido eu já estou a um bom tempo.



Compondo.
12/02/2009, 23:15
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Eu me sinto parte da sua vida de uma maneira estranha. Como pedaços de canções que trocamos em nossos “horários desconexos”. Quando eu me sinto amado por você em sua manhã, ou quando machuco o meu lábio inferior em minha noite. Tento esticar meu braço e tocar o teu rosto, contornar os seus lábios com a ponta dos dedos e acariciar os seus cabelos encaracolados.

Espero poder trazer um pouco de verão ao seu coração sempre no inverno. Derreter um pouco da distância que nos separa com um sorriso, e fazê-lo notar o quanto é importante para mim, mesmo tendo oceanos e mares entre a gente. Eu continuarei me imaginando no seu quarto de paredes e guarda-roupas brancos, olhando grande salgueiro lá fora, dividindo o seu suco de maça. E você por aqui, comendo frutas na cozinha, debruçada na varanda admirando o horizonte, ou deitada ouvindo músicas comigo na cama. Várias partes dos nossos momentos juntos se encaixam naturalmente. Como trechos de novas canções que ainda não trocamos. Apenas estamos compondo-as juntos.

É tão complicado sentir isso hoje. Nossas diferenças são enormes e ao mesmo tempo insignificantes. Não sei se estou ganhando, ou se estou perdendo. Sei que muitas das minhas palavras não vão adiantar, conheço bem essa dor que estou prestes a causar, mas a sinceridade que trago dentro de mim, clama que seja tudo assim. Eu vou arriscar.



Quase no fim.

Agora que chegou a minha vez de me despedir, gostaria que a minha vontade  não seja tomada de forma azeda e ressentida. Escrever neste blog foi uma experiência magnífica a vários títulos. Os laços que fomos mantendo entre nós, e a cumplicidade estabelecida com uma muito razoável comunidade de leitores, compensam largamente os pequenos dissabores que as polêmica da blogosfera trazem consigo, ou o tempo precioso roubado à família e a outros afazeres mais sérios.
Quando o Lágrima celebrou o seu primeiro ano de vida,
aproveitei o ensejo para expor as razões que me levaram a escrever aqui e apontar alguns dos motivos que me pareciam ter sido determinantes para o impacto alcançado pelo blog. Entre esses motivos, seria impossível não destacar os tantos leitores assíduos e participantes desse espaço. A imagem, o estilo e a respiração do Lágrima, foram eles que a criaram. Mas junto disso, veio também uma inevitável ascensão, que por mim era muito temida. Com a publicação de alguns post reveladores e a presença de mais alguém vivo, a mudança de ciclo e a conjugação de vários fatores pessoais, o cenário do alargamento do Lágrima, tornou-o insustentável. As coisas não correram bem, reconheço. Basicamente, a dinâmica e o entrosamento que caracterizaram o Lágrima deixaram de existir . Assumo aqui a minha quota-parte de responsabilidade. Por razões pessoais e profissionais, optei por fazer um corte drástico com os blog e a internet.
É claro que outros fatores mais “estruturais” terão também pesado na minha opção. Desde logo, um certo cansaço em relação aos últimos fatos .

Não é segredo para ninguém onde é que eu me situo amorosamente, e também nunca aqui escondi o meu anseio, minhas dores.  Portanto, num blog que nasceu com a vocação de contar sobre as tristes delicadezas de um coração apaixonado, era inevitável que me começasse a sentir um pouco deslocado. Mas houve também uma causa precipitante que não posso deixar de referir com alguma mágoa. E essa foi, como devem calcular, a conduta feia de alguns leitores que sem saber moveram um processo de intenções contra os meus dizeres e sentimentos, mas parece-me razoavelmente óbvio que aqui sempre foi um espaço de expressão liberal, permitindo tais atos. O chato foi que estes atos se aprofundaram e começaram a aparecer em outros ambientes.
E pronto, lá fiz eu o que não queria: chegar ao fim com um desabafo em jeito de recriminação. Peço que não me levem muito a mal, mas a minha vontade de escrever, tem desaparecido.

Este ainda não é meu último post. Acredito que meu blog ainda resista por mais um mês. Tenho que acreditar nisso…



Sinônimo de amar é sofrer.
09/02/2009, 17:32
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Quanto tempo o coração leva pra entender?

Este blog esta chegando ao fim.



Remake altamente necessário
06/02/2009, 17:17
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Não quero somente ser encontrado em minhas palavras, quero olhar e perceber a distância, as dificuldades, os desencontros e mensurar os dias e as noites em que passei assim, com o pensamento vagando em lembranças, com os olhos cheios de lágrimas e o peito repleto de saudade. Quero olhar e perceber quantos dias faltam, quando será a próxima vez, saber onde desembarco, para onde vou e onde nos encontramos. Não quero a dor da expectativa, mas quero a euforia da véspera, quero teus beijos e recuso suas lágrimas, aceito seus abraços e dispenso sua ira, não teremos tempo para ficarmos bravos um com o outro, pois tivemos muito tempo para sentir saudade.



Só detalhes
05/02/2009, 19:00
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