Sol e água
30/09/2009, 17:11
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Toque o rosto de quem faz a diferença em seu mundo, ao menos hoje. Pare um minuto o agito de sua vida para ganhar segundos com essa pessoa ao telefone. Deixe que seu coração dispare ao ouvir aquela voz. Aproveite a ocasião, seja agradável, conte da saudade que sente, da saudade que da, da paz que sente com esse contato. Perceba que ambos agem de uma forma sublime, calma, descontraida e alegre. E fruto do amor que um dia vocês plantaram, raízes de uma árvore que sempre terá o que contar e em cada folha, as que nascem e das que caem, cada a delas, carrega com si, uma linha dessa história de vocês.
Essa árvore precisa de ambos, Sol e Água. Então, mesmo que não haja mais frutos, não se esqueça desta que ainda carrega em suas folhas, uma história para contar.



quer saber por que eu digo que te amo?
28/09/2009, 19:58
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Não tirei a sorte no palitinho, mas ganhei você. Sim, ganhei sim. Não adianta teimar com isso, eu sentia que a cada minuto eu ganhava um pouco mais. Meus anéis foram apenas desculpas, um atalho para tocar em suas mãos, me aproximar. Eu percebia nos olhos, no sorriso, eu entendia a sua vontade, a alegria. Também notei um pouco de dúvida, insegurança. Mas quando nossas mãos se encontraram pela segunda vez, tudo o que era dúvida deixou de existir, ficaram apenas o desejo, a vontade, e a precaução. Não queríamos ser percebidos, e isso, foi o que deixou tudo mais gostoso. A forma como nos tocávamos, as escondidas, os carinhos encostando os lábios, passeando sobre o rosto, sem beijo, apenas a vontade súbita e resistente… boca nos olhos, olhos no queixo, beija orelha, beijo no peito e olhos a se entregarem. Tudo colorido, colorindo a sua e a minha vida. Eu amo sei jeito, amo seu cheiro, amo você.  Quer saber por que eu digo que te amo? Por que mesmo quando eu estou com você, eu continuo pensando em você. Por que as minhas vontades são as de realizar as suas. E não há nada mais difícil para mim, do que amar você. Vencer todos os olhares criminosos quando estamos juntos, os questionáveis, as intrigas, os preconceitos, os duvidosos. Não quero me explicar, nem acho que preciso, mas tenho que dizer, ao menos tentar dizer, que o amor que eu sinto, a vontade que tenho e a mais sincera devoção com a qual me entreguei.
Quer saber por que eu digo que te amo? Por que você me ama de volta, da mesma maneira que eu sinto que te amo. E se amar fosse uma brincadeira onde pudéssemos tirar a sorte no palitinho, eu teria acertado em cheio, teria feito um gol de placa, um touchdown, o último ponto do matchpoint. Então eu posso dizer que você é amada por mim, que quero amadurecer muito mais e principalmente, eu quero principalmente te agradecer. Agradecer por ter me dado toda essa vontade de amar novamente, agradecer os seus cuidados, o carinho, a preocupação. A reciprocidade, as palavras, as brincadeiras e é claro, todo esse amor que brilha em seus olhos e me queima com seus sorrisos.
Posso dizer que amo você…



Anjos inglorios
25/09/2009, 17:09
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Pode até ser que vivemos em divergência. Eu não quero esse anjo malvado que tê acompanha todos os dias. O mesmo anjo que tê faz acreditar em faz de contas, que tê embala na sensação boa de liberdade. Esse anjo que faz com que se esqueça, que para ser completa, você precisa amar também. Não vai viver sempre no colo de mais alguém, e esse alguém não vivera para sempre. Saiba que um dia este anjo não terá mais suas asas



Não existem mais homens de verdade.
23/09/2009, 19:03
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Todos sem diferença. Todos os homens erram. O Homem se dá, muitas vezes, a luxuria de errar. Ele esbraveja, grita, insulta, briga, trai e ele erra. Mas o homem de verdade não quer fazer apenas parte da multidão. Ele quer destaque, aliados, companhia e ele busca isso. Ele preza a honra, ele se desculpa, ele aceita o erro, ele agradece. Os homens de verdade, não viram a cara, relevam, esquecem.
O Homem de verdade preza a amizade, ele troca momentos importantes, para rir com os amigos num bar. Ele se diverte em momentos difíceis é solidário nos que realmente importam. O homem de verdade vive para ele e para os deles, para os que fazem com ele, para os que merecem. Não faz diferença, ele apenas aceita, cada um na sua, cada qual com os seus defeitos. O homem de verdade não sabe mentir, prefere se entregar, pagar logo o que se deve.
Não existem mais homens de verdade.



Morrendo na esperança
22/09/2009, 17:07
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Não esta gravado apenas em minha memória. Esta em minha retina, na minha pele. Tudo calmo agora, tudo indo, já que o coração parou, parou de teimar comigo. Eu não tentei ser o herói da sua vida, mas sei agora que era exatamente o que você precisava. Um herói que a retirasse dessa confusa bagunça que é o seu coração. Mas foi tarde que eu reparei, tão tarde que será preciso que você me conte quem é você em nossa história. Passamos do toque, invadimos o amor incondicional, enganamos a saudade, mentimos para o ciúmes, e acamos morrendo na esperança.



Quando, sempre quando.
14/09/2009, 18:23
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Quando o coração fica triste, sou eu quem você procura. Quando a sua coragem se esvai, sou eu quem te ampara. Quando a sua busca terminar, serei eu o primeiro a chorar. Quando a nossas brigas terminam, é você quem me beija. Quando a minha vida esta lenta, é você quem agita. Quando as nossas almas estão juntas, nós somos completos.



my super
12/09/2009, 03:27
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O que tocava no mp3?
11/09/2009, 03:59
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…não está morto, mas também não esta tão vivo assim. Ao menos não dentro do peito de um deles.
Dos 12 aos 15 anos, ele namorou a garotinha do colégio. Ficavam entre uma excursão e outra, intervalos de aulas, passeios, durante a educação física. Ela era rebeldizinha, usava maquiagem forte, all star, ia de saia para aula enquanto as outras usavam somente moletom. Eram um casal diferente, ele todo social e extrovertido, ela quieta e cara fechada. Juntos, eles eram a imagem da juventude sem preconceito, sem medo, sem responsabilidades, a cara da curtição.

No verão de 96 eles se separaram. O pai dela ganhará uma promoção para trabalhar no litoral do Espírito Santo, e lá,  ela faria a sua vida. Embora crianças, se despediram como adultos, cada um para o seu canto, sem choro nem vela. Esqueceram de trocar os telefones. Nunca mais se falaram.

Inverno de 2006, 16hs da tarde.Sábado. Dia frio e rigoroso, ele brigado com o mundo, carrega o mp3 com o CD ao vivo do Guns and Roses, veste uma camisa branca, blazer escuro e jeans claro. Entra na loja da  Fnac na Av. Paulista. procura um livro, algo interessante que o faça perder horas do final de semana que prometia ser gelado. Som no último volume, folhas sendo passadas rapidamente, lendo muito por cima, a orelha de um livro, dois passos descuidados, um esbarrão. Desculpa!!!

Ele olha atentamente para a mulher que aceita as desculpas sem o notar, nem o mínimo de atenção, enquanto ele vidrado, procura palavras, titubeando o início da frase, mas é o nome dela que explode no ar.

Algumas xícaras de chá, alí mesmo na  livraria, muitas recordações, flerte, lembranças  e o namorado dela chega para a carona. Fim do reencontro, da sensação gostosa da liberdade juvenil que viveram tão bem. É hora dela partir. Sem trocarem os telefones… nunca mais se falaram.

Dia chuvoso em São Paulo, exato dia 08 de setembro. Metrô absurdamente lotado. Ele segue viagem para casa, mp3 na orelha e um antigo som, que encontrou a pouco tempo atrás, toca lentamente o embalando de volta pra casa. Estação Ana Rosa, ela entra acompanhada de um outro rapaz. Cabelos cumpridos, roupa social, linda, jovial, diferente da garotinha de colégio. Ela o percebe, mas receosa, talvez por sua companhia, o fita demoradamente, mas sem mover um músculo. trocam olhares, até mesmo sorriso, mas nenhuma palavra. Estação Saúde, é a dele, hora de desembarcar, de seguir a sua vida, de baixar a cabeça e seguir em direção à porta.

Uma mão o segura nos ombros: - Rápido, seu telefone!?!… e após as portas se fecharem, ela fala lentamente, para que ele faça a leitura labial… E U   T E L I G O…